Meu primeiro namorado... Tinhamos uma semana de namoro quando eu lhe dei uma pista de que a vida não seria fácil ao meu lado. Apaixonada e sorridente, passeavamos de mãos dadas pela rua quando uma menina apareceu. Ela disse "oi", ele também e eu torci seus dedos.
Elevador quebrado, trânsito lento, desânimo profissional. O dia era de sol e eu morava no Rio, mas tinha que trabalhar. Quando vi meu chefe se aproximar, pensei: "Lá vem problema". Mas Deus existe, meu santo é forte e o chefinho era um doce quando queria:
- Sabe aquela semana de folga que eu estava te devendo? Que tal tirar agora?
Milena me liga ofegante. O namorado viajou e ela diz que precisa viver uma aventura picante nesta semana de ''liberdade''. Garanto que a moça não é safada, tarada ou pervertida. Mas algo não funciona no romance de Milena e ela está sedenta. O namorado tem um problema-ainda-não-identificado e eles só transam uma ou duas vezes por mês, se muito. Quando acontece, o sexo é morno, burocrático e cheio de cerimônia ("por favor, pode passar essa perna para lá? obrigado"). Não há tesão, urgência ou ardor na história ("vira, gostosa, vira").